Fazendo o melhor que podemos

Concentramos nosso tempo e recursos onde são mais necessários. É por isso que temos a honra de ser reconhecidos como uma das instituições filantrópicas mais bem avaliadas pelos organismos avaliadores independentes Animal Charity Evaluators e Giving Green No GFI, guiamos nosso trabalho por valores criados para garantir que permaneçamos comprometidos com nossa missão com integridade, e um desses valores é fazer sempre o melhor possível. Usamos nosso tempo e recursos em programas de alto impacto que contribuem diretamente para o desenvolvimento de uma nova cadeia alimentar mais segura, justa e sustentável. Os maiores desafios do nosso tempo são também as nossas maiores oportunidades. Ao desenvolver proteínas alternativas vegetais, cultivadas e obtidas por fermentação, podemos criar um sistema alimentar que alimente nossa crescente população de forma sustentável, atenda às metas climáticas, evite a resistência a antibióticos e que respeite os animais. Sabemos que o nosso trabalho beneficia todo o planeta e somos gratos por sermos reconhecidos como uma instituição filantrópica altamente eficaz pela Animal Charity Evaluators (ACE) e pela Giving Green. ACE e Giving Green Tanto a ACE quanto a Giving Green realizam pesquisas e avaliações rigorosas para recomendar organizações sem fins lucrativos altamente eficazes cujo trabalho melhora a vida dos animais e ajuda a combater a crise climática, respectivamente. A avaliação da ACE se concentra em vários pilares, incluindo a eficácia dos programas, custo-efetividade, espaço para financiamento e cultura. A avaliação deles destacou que os programas do GFI resultam no aumento da disponibilidade de produtos sem origem animal. Eles avaliaram a eficácia e o custo-benefício de nossos programas como muito altos e observaram a capacidade do GFI receber mais financiamento. A Giving Green recomendou o GFI com base em nossas realizações, pontos fortes organizacionais, abordagem estratégica e custo-benefício. Eles destacaram nosso sucesso em garantir financiamento público para proteínas alternativas e nosso papel na criação de um ecossistema de suporte para proteínas alternativas. Por fim, a Giving Green concluiu que somos uma das principais organizações sem fins lucrativos no combate às mudanças climáticas e uma das com maiores oportunidades de doação. Essas duas novas recomendações se juntam à recomendação do Founders Pledge, uma iniciativa que realiza análises rigorosas para encontrar oportunidades de doação de impacto excepcional para seus membros em várias causas. A Founders Pledge recomenda o GFI como uma das organizações de defesa animal com melhor custo-benefício do mundo. Alimentado por uma comunidade de doadores Nosso trabalho global para promover o ecossistema de proteínas alternativas é possível graças às milhares de pessoas e instituições filantrópicas que nos apoiam todos os anos! Estimulados por essa generosidade, temos metas ambiciosas para garantir financiamento considerável para o desenvolvimento do setor de proteínas alternativas, caminhos regulatórios claros, e um ecossistema científico robusto. Com o Dia de Doar chegando no dia 29 de novembro, convidamos você a se juntar à nossa comunidade global de doadores ou renovar seu apoio. Nesse dia, o Brasil todo vai se mobilizar para fazer doações e milhares de organizações estarão preparadas para recebê-las. Nossos apoiadores se juntam a nós por vários motivos – contribuir na mitigação da crise climática, alimentar de forma segura e sustentável uma população global crescente, promover o bem-estar animal e proteger a saúde pública – qual é o seu? Doe diretamente para o GFI Brasil Caso prefira, você pode aproveitar a oportunidade do Dia de Doar para fazer uma doação diretamente para o GFI Brasil. Basta acessar nossa sessão “Seja um Doador“, escolher o valor, a forma de pagamento e a frequência de sua contribuição e confirmar. Para saber mais detalhes, entre em contato com a nossa Gerente de Desenvolvimento, Ana Carolina Rossettine anar@gfi.org. Juntos podemos fazer o melhor possível!
GFI Brasil na COP27: confira a programação do Pavilhão dos Sistemas Alimentares

Começa hoje (6/11), no Egito, a COP27, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC). O The Good Food Institute estará presente como uma das 15 organizações responsáveis pelo primeiro espaço dedicado a discutir o papel do sistema de produção de alimentos no enfrentamento da crise climática, o Food System Pavilion. O GFI Brasil vai liderar dois dias temáticos, repletos de sessões informativas, plenárias e apresentações de estudos de caso. O primeiro, no dia 6 de novembro, será voltado para discussões em torno da construção de sistemas alimentares climaticamente resilientes e apresentação das mais diversas soluções, considerando a multiplicidade de atores envolvidos nos sistemas alimentares globais. No dia 16 de novembro, o foco será nas estratégias para proteger e restaurar a natureza por meio de soluções trazidas especialmente pela biodiversidade e com envolvimento ativo de comunidades locais. Neste dia, o GFI vai apresentar o trabalho que tem desenvolvido na Amazônia e no Cerrado, promovendo pesquisas para o desenvolvimento de ingredientes da a partir de espécies nativas destes biomas. O GFI também é parceiro em outras datas temáticas no Pavilhão, como o dia da Adaptação Climática e o dia da Água. Confira abaixo nossa participação no evento: Designing food systems resilience in a warming world for global securityHow both global and regional solutions can lessen risks, increase supply chain stability, and improve livelihoods6 de novembro, das 11h30 às 13h30 GMT | Participação do Presidente do GFI Brasil, Gus Guadagnini Zero-conversion foodFeeding a growing world in ways that enable recovery of biodiverse lands and waters16 das 14h15 às 15h45 | Participação do Presidente do GFI Brasil, Gus Guadagnini. Food system careers of the futureInsights and aspirations from youth leaders16 de novembro, das 18h10 às 19h | mediação: Analista de Políticas Públicas do GFI Brasil, Mariana Bernal. Acompanhe as nossas redes pra saber os principais destaques do evento.
InovAmazônia, projeto de incentivo à pesquisa do GFI Brasil, recebe propostas até 12/12/22

O The Good Food Institute Brasil acaba de lançar seu mais novo projeto do Programa Biomas de incentivo à pesquisa, o InovAmazônia: Ingredientes para o Mercado de Alimentos Vegetais. Com recursos do Fundo JBS pela Amazônia, o objetivo é desenvolver soluções e ingredientes alimentícios para a indústria de proteínas alternativas vegetais, a partir de espécies nativas do bioma amazônico. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 2,7 milhões para a realização das pesquisas. Conheça o edital e inscreva a sua proposta de pesquisa! Pesquisa exploratória: identificação de fontes potenciais de novos ingredientes a partir de fungos oriundos do bioma Amazônia ainda pouco investigados no âmbito de proteínas alternativas. Pesquisa aplicada: soluções e avanços na produção e aplicação de ingredientes em produtos cárneos vegetais análogos. Busca-se otimizar métodos sustentáveis de obtenção de ingredientes, elaborar protótipos a partir da aplicação destes ingredientes e gerar tecnologias com potencial de aplicação na indústria. As espécies nativas para a modalidade pesquisa aplicada são: Açaí, Babaçu, Cacau, Castanha do Brasil, Cupuaçu, Guaraná e Tucumã. As propostas serão avaliadas considerando critérios de alinhamento científico, impacto esperado do projeto, contribuição para a comunidade científica, contribuição para comunidades produtoras locais, planejamento do projeto e relevância comercial. É obrigatório, ainda: Lançamento da chamada – 03/11/2022 Início do prazo de submissão das propostas de pesquisas – 03/11/2022 Workshop de apresentação da chamada – 16/11/2022 Encerramento do prazo de submissão das propostas de pesquisas – 12/12/2022 Resultado das propostas selecionadas – 23/01/2023 Divulgação do resultado final das propostas com contrato assinado – 01/08/2023 Previsão de início dos projetos – Julho/Agosto de 2023 As propostas devem ser submetidas por meio da plataforma de inscrição do GFI Good Grants. Dúvidas poderão ser enviadas para o e-mail ciencia@gfi.org Acesse o Edital Assista ao Workshop de apresentação do InovAmazônia Tire suas dúvidas no documento de Perguntas e Respostas Inscreva a sua proposta de pesquisa Seu projeto pode contribuir para um sistema alimentar mais seguro, justo e sustentável hoje e no futuro.
Carne animal ou vegetal? Qual é mais saudável?

Artigo inédito do GFI Brasil comparou rótulos de 59 produtos cárneos e comprovou benefícios nutricionais em optar pelas versões vegetais de alimentos como almôndegas, quibes, empanados, hambúrgueres e linguiças. O mercado de proteínas vegetais e produtos plant-based cresceu significativamente no Brasil nos últimos 5 anos. Esta expansão de produtos feitos de plantas que mimetizam as características sensoriais de produtos de origem animal viabiliza uma oferta mundial mais diversificada de alimentos, despertando o interesse dos consumidores, atraindo financiamento para pesquisa, e promovendo o mercado de proteínas alternativas. Pesquisa conduzida pelo The Good Food Institute Brasil em maio de 2020 permitiu um conhecimento mais detalhado deste público. Metade dos entrevistados reduziram o consumo de carne de origem animal nos 12 meses anteriores à pesquisa. Dentre estes, 25% incluíram a carne vegetal (análogas ou não às de origem animal) como único ou principal substituto da carne animal no dia-a-dia. Entretanto, ainda existem poucos estudos sobre as vantagens nutricionais destes produtos em relação aos seus análogos de origem animal, especialmente no que diz respeito a produtos ultraprocessados, gerando dúvida tanto entre consumidores quanto em reguladores. Neste sentido, o GFI Brasil desenvolveu o artigo “Estudo Nutricional: análise comparativa entre produtos cárneos de origem animal e seus análogos plant-based”, comparando a composição nutricional e os aditivos utilizados nas formulações dos produtos de origem animal com os seus análogos feitos de planta. Os resultados demonstram que produtos cárneos de origem vegetal apresentam aspectos nutricionais superiores aos produtos tradicionais com relação a teores de gordura saturada, sódio e fibra. Os resultados A análise foi conduzida a partir de dados coletados nos rótulos de almôndegas, empanados, hambúrgueres, linguiça e quibes de origem animal e vegetal, levando em consideração a atualização dos critérios da ANVISA para rotulagem de alimentos embalados. Entre as novas diretrizes que entram em vigor em outubro de 2022, será obrigatório informar no rótulo frontal quando o produto apresentar índices altos de sódio, açúcar e gordura saturada. Alguns dos resultados favoráveis encontrados foram: A questão dos alimentos ultraprocessados (AUP) O conceito de produtos ultraprocessados normalmente traz dúvidas e gera debate entre os consumidores sobre os reais impactos nutricionais, sociais e ambientais atribuídos aos produtos categorizados como tal. Segundo a Classificação NOVA, o termo ultraprocessado é associado a alimentos que passam por processamento industrial, como extrusão, e apresentam altos teores de sódio, gordura saturada, calorias e aditivos alimentares. Entretanto, a produção de alimentos por processos industriais não implica necessariamente em produtos nocivos à saúde. No caso dos alimentos plant-based, muito pelo contrário. O estudo realizado pelo GFI Brasil evidencia que estes produtos entregam características nutricionais não apenas adequadas mas, em alguma delas, superiores aos produtos tradicionais, como maior teor de fibra, e menores teores de sódio e gordura saturada. Com relação ao teor de proteína, as amostras de produtos plant-based estão de acordo com os critérios da ANVISA, mas há oportunidade de melhorar a porcentagem, a fim de alcançar equivalência em relação aos produtos de origem animal. As proteínas são componentes vitais na dieta humana devido aos seus efeitos na saúde e no bem-estar e têm atraído constante atenção devido à crescente conscientização do consumidor em relação aos aspectos de saudabilidade e sustentabilidade. Impulsionadas pelas demandas atuais de consumo, a indústria de alimentos têm empregado técnicas tradicionais e modernas, altamente tecnológicas, para disponibilizar no mercado uma nova gama de produtos análogos aos de origem animal, obtidos exclusivamente a partir de fontes vegetais. Com o fortalecimento do setor, novos produtos vêm sendo lançados e, com isso, torna-se essencial a atualização do banco de dados dos estudos existentes. Além disso, é necessário aprofundar o entendimento quanto à coerência ou não da associação de produtos cárneos vegetais com o termo ultraprocessado. Por esses motivos, e visando ampliar a compreensão dos aspectos nutricionais dos produtos cárneos feitos de plantas, o GFI pretende continuar desenvolvendo novos estudos que também avaliem o perfil de aminoácidos e ácidos graxos dos produtos dessa categoria. É dessa forma, com base em fatos e dados, que será possível avançar no desenvolvimento de produtos cada vez mais nutritivos e elucidar os principais questionamentos relacionados à saudabilidade desses produtos. O objetivo dessa publicação é que também sirva de instrumento para gerar debate no campo científico sobre o tema, fornecendo mais um subsídio para reguladores, pesquisadores, profissionais de alimentos e o público em geral tirarem suas conclusões. Leia o artigo completo aqui.
Proteínas alternativas são mesmo mais sustentáveis?

GFI e FAIRR lançam modelos de relatórios para que empresas de proteínas alternativas possam medir e revelar seus impactos ambientais, sociais e de governança. Da carne à base de plantas ao leite de macadâmia, produtores de alimentos, varejistas e fabricantes podem, graças ao lançamento de dois novos modelos de relatório, passar a relatar com precisão o impacto de sustentabilidade de seus negócios de proteínas alternativas. Projetados pela rede de investidores da Iniciativa FAIRR, apoiada por US$ 68 trilhões, e pelo The Good Food Institute (GFI), uma organização internacional sem fins lucrativos que atua para transformar o sistema de produção de alimentos, investindo em proteínas alternativas vegetais, cultivadas e obtidas por fermentação, os modelos são apoiados por investidores e líderes da indústria. A FAIRR e o GFI desenvolveram os dois novos modelos de relatório com contribuições de diversos investidores, empresas e ONGs, incluindo Unilever, Eat Just Inc., Newton Investment Management, PIMCO, Blue Horizon e WWF-UK, bem como de especialistas em ESG e Avaliação de Ciclo de Vida (ACV). Após o lançamento, os autores dos modelos vão trabalhar com marcas de proteínas alternativas que desejam usá-los para relatar fatores ambientais, sociais e de governança (ESG da sigla em inglês), como emissões de carbono, uso do solo, da água e impactos nutricionais. Proteínas alternativas, incluindo carne, frutos do mar, ovos e laticínios à base de plantas, obtidas por fermentadas e cultivadas devem proporcionar um caminho para descarbonizar a produção de alimentos, ao mesmo tempo em que atendem a demanda global por alimento. Nos últimos anos, o investimento em proteínas alternativas aumentou 91% em uma taxa média de crescimento de 5 anos até 2021 (de acordo com a análise feita pelo GFI a partir dos dados da PitchBook Data), e estima-se que as vendas aumentem em até US$ 1,1 trilhão até 2040 e ocupem até 60% do mercado total de carnes. Pesquisas mostram que muitos produtos à base de plantas têm de um quinto a um décimo do impacto ambiental que seus equivalentes feitos de proteína animal. No entanto, até hoje, não existiam padrões abrangentes para empresas que fabricam e vendem proteínas alternativas poderem avaliar e divulgar os dados robustos de ESG que investidores, empresas e consumidores precisam para tomar decisões informadas. O Modelo de Relatório ESG de Proteínas Alternativas para Empresas Especializadas (“Modelo Especializado”) e o Modelo de Relatório ESG de Proteínas Alternativas para Empresas Diversificadas (“Modelo Diversificado”) oferecem aos investidores, governos e consumidores um caminho para receber informações precisas de cada negócio de proteínas alternativas. Raquel Casselli, Diretora de Engajamento Corporativo do The Good Food Institute Estados Unidos, afirma que a ferramenta permitirá que empresas de proteínas alternativas mostrem as muitas vantagens em ESG que seus modelos de negócios atuais possuem. “Se comparadas à proteína animal convencional, proteínas alternativas emitem quantidades significativamente menores de gases de efeito estufa e apresentam consideráveis vantagens nutricionais e de segurança alimentar. À medida que essa indústria continua a fazer parceria com o setor privado para construir negócios responsáveis e sustentáveis para o futuro, esses modelos vão permitir que as empresas reivindiquem seu papel natural de liderança em ESG.”. Jeremy Coller, presidente e fundador da FAIRR e diretor de investimentos da Coller Capital, disse que a FAIRR a parceria com o GFI na elaboração dos dois modelos de relatório são um marco para a indústria de proteínas alternativas. “Não é possível gerenciar o que não se pode medir. Esses novos modelos fornecem aos investidores e às empresas uma linguagem comum e um conjunto de padrões para medir e divulgar como eles estão gerenciando seus impactos ESG e abordando as metas climáticas. Esperamos que os membros da FAIRR, representando US $68 trilhões de ativos sob gestão (AUM), recebam os modelos como mais uma ferramenta nos seus processos de investimentos. Também esperamos que tanto grandes produtores de proteínas quanto pequenas empresas especializadas em proteínas alternativas adotem os novos modelos, o que vai beneficiar o mercado como um todo”. O novo Modelo Especializado é projetado para fabricantes e fornecedores de ingredientes cujo foco principal são proteínas alternativas, como carne, laticínios, proteína de soro de leite ou gelatina. Ele engloba os riscos e oportunidades mais relevantes em todo o espectro E, S e G, por exemplo, em fornecimento, certificação, envolvimento do consumidor, saúde do solo, resíduos plásticos, consumo de água e nutrição. Em resposta ao lançamento do Modelo Especializado, Lisa Wetstone, Diretora Sênior de Marketing, Inovação e Estratégia de Crescimento da empresa de ingredientes especializada em cogumelos, MycoTechnology, Inc, comenta que o modelo vai permitir que as empresas meçam e comuniquem seus impactos positivos de maneiras que façam sentido e tenham importância – para a estratégia interna, para o processo de tomada de decisão e também para os consumidores. “De pequenas startups a startups em estágio de crescimento (como a MycoTechology) a players estabelecidos do setor, há muitas maneiras de coletar e interpretar dados ESG. Isso é especialmente verdade dadas as nuances de nossa indústria. Nos falta uma linguagem comum! Por isso, estabelecer as bases para padronizar essas informações pode ser um guia para todos nós e pode elevar a indústria como um todo.” Já o novo Modelo Diversificado foi projetado para empresas de alimentos, varejistas, fabricantes e produtores de proteína animal e com portfólios de produtos que incluem tanto proteínas convencionais quanto alternativas. Esse modelo orienta a geração de relatórios sobre os dados ESG relativos à porção de proteínas alternativas das empresas (como lobby/advocacy, gestão da água, circularidade e acessibilidade), para que eles complementem os outros dados que provavelmente já são reportados por meio de outros modelos. Ao possibilitar que os tomadores de decisão façam comparações entre seus negócios de proteínas animais e alternativas, o Modelo Diversificado apoia e incentiva as empresas enquanto elas fazem a transição de suas práticas para atender uma série de metas relacionadas ao clima, biodiversidade e governança. Beatriz Hlavnicka, Head de Marketing para América do Sul da PlantPlus Foods, joint venture entre Marfrig e ADM disse, em relação ao lançamento do Modelo Diversificado que “o modelo abrangente permite comparar e abordar as oportunidades e
COP27 terá Pavilhão exclusivo sobre Sistemas Alimentares

GFI é parceiro da iniciativa e vai liderar discussões sobre proteínas alternativas da 27ª Conferência das Partes, principal evento do Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climáticas (UNFCCC) Faltando menos de 50 dias para o início da COP27, uma coalizão de organizações focadas em ações pela produção e consumo de alimentos mais sustentáveis, anunciou seus planos para sediar o primeiro Pavilhão de Sistemas Alimentares na COP27. O Pavilhão de Sistemas Alimentares reúne mais de 15 líderes internacionais no setor de alimentos, abrangendo os setores público, privado e sem fins lucrativos, de agricultores e jovens a formuladores de políticas e cientistas. Essa diversidade de conhecimentos e perspectivas o destaca entre outras coalizões, com co-anfitriões e parceiros comprometidos a trabalhar de forma colaborativa para chegar a compromissos, apresentar soluções e superar barreiras para alcançarmos as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. As organizações participantes incluem os co-anfitriões Clim-Eat, Coalizão de Ação para a Saúde do Solo (CA4SH), EIT Alimentos, Fundo de Defesa Ambiental, FOLU, The Good Food Institute, Infarm, SNV e Yara International; parceiros de paineis Aleph Farms, Food Tank, Just Rural Transition, One Acre Fund e Rabobank; e parceiros apoiadores World Farmers’ Organization, World Food Forum, YPARD, IAAS World e YOUNGO. Para Gustavo Guadagnini, presidente do GFI Brasil, a COP27 representará um ponto de virada crítico para os sistemas alimentares. Com a agricultura e os sistemas alimentares contribuindo com mais de um terço das emissões de gases de efeito estufa, há muitos desafios complexos a serem superados, mas também enormes oportunidades. Transformar os sistemas alimentares globalmente pode gerar US$ 4,5 trilhões anualmente em novas atividades econômicas, além de criar um mundo com emissões neutras de carbono e positivo para a natureza e, ao mesmo tempo, garantir justiça socioambiental e a segurança alimentar e nutricional.”. Na COP26, em Glasgow, formuladores de políticas deram os primeiros passos para reconhecer o papel crítico dos alimentos e da agricultura na redução das emissões de gases de efeito estufa. Este ano, os co-anfitriões do Food Systems Pavilion querem avançar essa agenda significativamente e colocando os a agricultura e a produção de alimentos no centro das discussões. A Dra. Agnes Kalibata, Presidente da Aliança para uma Revolução Verde na África (AGRA), Enviada Especial do Secretário-Geral da ONU para a Cúpula de Sistemas Alimentares de 2021 e Embaixadora da FOLU, disse que é preciso garantir que os alimentos dominem a agenda da COP27. “Tem sido a peça que faltava nas negociações climáticas por muito tempo, e a África está fazendo grandes apostas em uma COP no continente. Esperamos que o mundo reconheça que nossa capacidade de produzir alimentos está sendo erodida rapidamente, nossa capacidade de adaptação é a mais fraca e como os alimentos são produzidos em outras partes do mundo temos problemas urgentes que devemos resolver.”. Dra. Agnes ainda complementou que sem ações imediatas, mais 100 milhões de pessoas na África podem ser levadas à pobreza extrema nas próximas oito estações – são mais de 10 milhões de pessoas por ano entre agora e 2030. O Food Systems Pavilion se concentrará em ações, estratégias e soluções práticas que abrangem toda a cadeia de valor de alimentos que oferecem o potencial de acelerar a transição para sistemas alimentares mais saudáveis, sustentáveis e justos para todos. Para saber mais, visite FoodSystemsPavilion.com ou busque pela hashtag #ActionOnFood nas redes sociais.
Mercado de carne cultivada avança na América Latina

Conheça as iniciativas brasileiras para produção de carne cultivada, envolvendo grandes empresas, universidades e institutos A indústria de carne cultivada passa por um momento de franca expansão, com o número de players no setor se tornando cada vez maior. Atualmente, são cerca de 70 empresas e startups no mundo todo, e é esperado que essa tendência de crescimento se mantenha, segundo levantamento feito pelo Good Food Institute. Em 2021, este mercado de carne cultivada recebeu investimentos de USD1,4 bilhão. Um passo significativo no avanço do mercado de carne cultivada na América Latina acaba de ser dado pela Granja Tres Arroyos. A empresa argentina, líder na produção de alimentos no país, acaba de anunciar sua entrada no segmento por meio de uma parceria técnica com o Instituto de Pesquisa Biotecnológica da Universidade Nacional de San Martin. Os esforços de P&D começaram há um ano e o objetivo é ter uma planta piloto nos próximos dois anos. Para o setor de carne cultivada chegar à escala comercial a preços acessíveis para o consumidor, são necessários investimentos altos em pesquisa e estrutura robusta de produção. É este know-how que a Granja Tres Arroyos e seus 50 anos de experiência no setor de carnes está trazendo para esse mercado. Essa não é a primeira iniciativa no âmbito de cultivo de proteínas no país. A Argentina já foi palco da primeira degustação de carne cultivada na América do Sul, em julho de 2021. O feito foi fruto das pesquisas da startup B.I.F.E., da divisão de bioengenharia do Laboratório Craveri e aconteceu de forma privada. A degustação serviu como prova de conceito inicial, ainda sem perspectiva para atingir o estágio de produção para o mercado. A aposta da Argentina no cultivo de proteínas confirma a tendência de queda no consumo de carne no país, que chegou ao menor patamar em 100 anos. O potencial deste movimento é de impactar a cadeia em escala global, uma vez que a Argentina é o maior consumidor de carne per capta entre países emergentes, de acordo com dados do CiCarne. “Com a união de esforços da iniciativa privada com os agentes governamentais, sobretudo com institutos de pesquisa e agências reguladoras, é possível motivar o fluxo de capital e estimular o desenvolvimento de pesquisadores e profissionais dedicados a essa área tão estratégica para a América Latina”, diz a Raquel Casseli, gerente de Engajamento Corporativo do GFI Brasil. Na sua opinião, a América Latina poderá liderar nos próximos anos o protagonismo do setor de carne cultivada no mundo. “Grandes players, principalmente no Brasil, importaram tecnologia e construíram grandes laboratórios para que no futuro seja possível produzir a carne cultivada em escala. É uma corrida de 100m rasos. É uma maratona científica”, afirma a especialista. Saiba mais sobre as iniciativas no Brasil: O Brasil possui as condições favoráveis para se tornar líder desta indústria e já existem grandes empresas brasileiras implementando iniciativas para tornar a carne cultivada uma realidade no prato do consumidor. A JBS investirá R$ 325 milhões nos próximos quatro anos para o desenvolvimento de carne cultivada através do seu Biotech Innovation Center. Inclusive, o seu centro de inovação em alimentos no Brasil está com vagas abertas para cientistas de diversas áreas relacionadas à inovação em alimentos por meio do programa Especialistas em Biotecnologia Avançada, que tem foco na produção de carne cultivada. No campo das startups as últimas novidades também não poderiam ser mais animadoras. A Ambi Real Foods, que nasceu com a promessa de se tornar a primeira empresa brasileira a produzir carne cultivada com tecnologia totalmente nacional, acaba de produzir seu primeiro protótipo de hambúrguer bovino, com tecnologia totalmente nacional. Já a Sustinieri Pisces, startup que também deseja ser pioneira na produção de peixes cultivados no Brasil, finalizou a etapa de desenvolvimento de bancos de células de cinco espécies de peixes: Garoupa, Cherne, Robalo, Linguado e Tainha. “Estamos produzindo os Work Banks e daremos início ao processo de uso dos biorreatores para produzir um protótipo (empanado de peixe) até o primeiro trimestre de 2023.”, conta Marcelo Szpilman, diretor executivo da Sustinieri Pisces. Além disso, acaba de entrar para o mercado a primeira empresa de cultivo celular focada em desenvolver gordura de porco cultivada, a Cellva. De acordo com informações da empresa, “a tecnologia Cellva proverá gordura animal substancialmente mais saudável e completamente segura contra as contaminações que a gordura suína tradicional pode oferecer, com exato sabor, textura e aroma”. O produto poderá ser incorporado em produtos de origem animal, cultivados ou feitos de plantas. Também estão nos planos o desenvolvimento de outros alimentos a partir do cultivo de células. No campo acadêmico, a carne cultivada também tem atraído a atenção de cada vez mais pesquisadores e gerado os primeiros resultados. Projeto coordenado pela Profa. Dra. Aline Bruna da Silva do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET MG) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, acaba de produzir o primeiro protótipo de carne de frango estruturado cultivado. A pesquisa que deu origem ao protótipo (Hybrid scaffolds for cultivated chicken) foi financiada pelo Good Food Institute, por meio do Programa de Incentivo à Pesquisa. Utilizando tecnologia de impressão 3D, o SENAI CIMATEC está desenvolvendo carne cultivada e os testes feitos até o momento buscam criar formulações para alcançar textura, aparência e sabor da carne convencional. Em parceria com o GFI Brasil, a UFPR, por meio do Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias, já formou 107 alunos na disciplina de introdução à zootecnia celular, dedicada aos estudos de carne cultivada. O próximo passo será desenvolver o produto em laboratório. A Escola Senai Dr. Celso Charuri passou a oferecer um curso de Técnicas de cultivo com linhagens de células de mamífero, com o objetivo de desenvolver competências relacionadas ao cultivo de linhagens celulares. Na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a disciplina “Proteínas Alternativas: Feito de Plantas, Fermentação e Carne Cultivada” agora é oferecida dentro do programa de Pós-graduação da Faculdade de Engenharia de Alimentos. O objetivo é capacitar os alunos apresentando os fundamentos técnico-científicos das proteínas
Governo publica Decreto garantindo isenção de IPI para bebidas vegetais

Em maio deste ano o Governo incluiu na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI) uma classificação específica para as bebidas vegetais, antes classificadas apenas como “outras”. Além da medida, também zerou a a alíquota desse tipo de produto, que era de 2,6%. No entanto, em julho, ao publicar a nova TIPI atualizada e consolidada, por um erro técnico, as bebidas vegetais não estavam contempladas. A revisão foi anunciada pelo Governo, por meio do Decreto 11.182/2022, que restabelece o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) zero para bebidas vegetais. ➡️ Se sua empresa ou parceiro/as comerciais apresentarem alguma dúvida em relação ao tema, nossa equipe está a disposição para conversar através do E-mail: politicas@gfi.org
Em ação inédita, governo lança edital de pesquisa de R$10 milhões incluindo proteínas alternativas

Prazo de envio das propostas de pesquisa encerra no dia 14 de outubro e contempla, também, sistemas alimentares contemporâneos, novos ingredientes e novas tecnologias de alimentos O setor de proteínas alternativas segue em pleno crescimento no Brasil, atraindo investimentos e conquistando espaços na indústria, na academia e no governo. Confirmando que esse não é um mercado ou uma tendência passageira, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) acaba de dar mais um sinal de que o segmento deve fazer parte das estratégias para seguir liderando a produção de proteínas globalmente. A Finep Inovação e Pesquisa, empresa pública do MCTI, divulgou um edital inédito focado em pesquisa, desenvolvimento e inovação dedicado exclusivamente às proteínas alternativas, sistemas alimentares contemporâneos, novos ingredientes e tecnologias de alimentos. No total, serão direcionados R$10 milhões não reembolsáveis, vindos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). “O Edital sinaliza os primeiros movimentos de financiamento público direto a pesquisas voltadas para o desenvolvimento de proteínas alternativas, contemplando plant-based, fermentação e cultivo celular. Esse tipo de financiamento tende a acelerar o avanço científico no setor, além impulsionar também o investimento privado. Esperamos que, em breve, o lançamento do Plano Nacional de Proteínas Alternativas consolide esse fértil ambiente de pesquisas”, afirma Alysson Soares, especialista de Políticas Públicas do The Good Food Institute Brasil (GFI Brasil). ENTENDA O EDITAL E CONTE COM O APOIO DO GFI BRASIL Objetivo do edital: Conceder recursos financeiros não-reembolsáveis para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, em projetos que envolvam risco tecnológico com foco em sistemas alimentares contemporâneos, novos ingredientes, proteínas alternativas e tecnologia de alimentos. Para desenvolvimento de projetos de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico em proteínas alternativas (substitutos vegetais ou de carne cultivada para carnes, ovos e lácteos) podem ser submetidos projetos por meio das linhas: Redes de Pesquisa: A rede de pesquisa deve ser formada por 01 (uma) Instituição Proponente: Fundação de apoio ou ICT privada que será responsável pelo gerenciamento e execução financeira do projeto + 1 (uma) Executora Principal: ICT pública ou privada que será responsável pelas informações técnicas perante à FINEP e pela gestão da rede de pesquisa + no mínimo 4 Co-executoras: ICTs públicas ou privadas. Desafios tecnológicos: As propostas de desafios tecnológicos devem ser formadas por 1 (uma) Instituição Proponente: Fundação de apoio ou ICT privada que será responsável pelo gerenciamento e execução financeira do projeto + 1 (uma) Executora Principal: ICT pública ou privada que será responsável pela coordenação e execução técnica do projeto. É facultativo a participação de Co-executoras (ICTs públicas ou privadas) e/ou participação de Interveniente Co-financiadora (empresa brasileira). Nesta linha enquadram-se os projetos que tragam avanços tecnológicos para produção de carnes cultivadas e carnes feitas de plantas: Produção de carne cultivada: a) Desenvolvimento de cortes inteiros de carne bovina cultivada; b) Desenvolvimento de formulações de meio de cultivo de grau alimentício, isentas de soro fetal bovino (SFB) ou outros elementos de origem animal que permitam a proliferação e/ou diferenciação de células bovinas; Produção de carnes feitas de plantas: c) Produção de gorduras a partir de fontes de vegetais ou por fermentação para aplicação em produtos cárneos feitos de plantas; d) Extração e funcionalização de proteínas vegetais para aplicação em produtos cárneos análogos aos de origem animal. Conte com o suporte do time do GFI Brasil, por meio do e-mail ciencia@gfi.org para: Esclarecimentos do edital; Suporte na definição da proposta; Conexões entre pesquisadores e empresas; e Revisão e comentários na versão final do projeto. O prazo para submissão encerrará no dia 14 de outubro, às 17h. Para mais informações acesse o link.
GFI lança carta de compromissos às eleições em 2022

Candidaturas devem subscrever a carta, por meio de e-mail, até o dia 30 de setembro; documento tem como principal preocupação a segurança alimentar e o meio ambiente O mundo vive uma das maiores crises alimentares em décadas. De acordo com a FAO (Agência da ONU Alimentação e a Agricultura), 690 milhões de pessoas passam fome no mundo diariamente. Em 2021, 116,8 milhões de brasileiros conviviam com algum grau de Insegurança Alimentar e, destes, 43,4 milhões não tinham alimentos em quantidade suficiente e 19 milhões passavam fome. O Good Food Institute Brasil (GFI Brasil) acredita que a Segurança Alimentar da população conversa diretamente com a busca por novos alimentos e métodos produtivos, mais sustentáveis e universalizados. Nesse sentido, as proteínas alternativas são a grande aposta não apenas para o futuro, mas também para o presente. Diante desses desafios e com o objetivo de incentivar uma agenda política propositiva para o mercado de proteínas alternativas nos próximos anos, o GFI Brasil está convidando candidaturas às eleições de 2022 a fazer um compromisso público, caso seja eleito, defendendo as seguintes propostas: “Se o candidato se identificar com esses compromissos, ele terá responsabilidade de levar essas propostas adiante nos anos seguintes. São compromissos importantes que irão impactar não só a questão alimentar, mas também o meio ambiente e a renovação de recursos naturais. Esperamos uma grande adesão”, afirma o vice-presidente Políticas Públicas do GFI Brasil, Alexandre Cabral. A subscrição vai até o dia 30 de setembro. Qualquer candidatura pode participar da subscrição dos compromissos. Para isso, basta enviar um e-mail com as informações abaixo para o e-mail politicas@gfi.org. As candidaturas subscritas serão divulgadas semanalmente no site, blog e mídias sociais do GFI Brasil. Leia aqui a carta na íntegra.