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Ingredientes clean label: Fibras de cupuaçu e guaraná para produtos plant-based

10 de julho de 2026

Crédito da imagem: Luiza Helena Meller da Silva

Cupuaçu; #Guaraná; #Fibras vegetais; #Resíduos agroindustriais; #Produtos plant-based.

Resumo

O projeto obteve fibras deslignificadas e modificadas por rotas limpas a partir de resíduos da cadeia do cupuaçu e guaraná. As fibras obtidas apresentaram uma boa retenção de água e de óleo, sabor e odor neutros e baixos teores de antinutricionais. Aplicadas em hambúrgueres e nuggets plant-based, resultaram em produtos com 24% e 15,7% de fibras, sem soja, aditivos ou adição direta de gordura. Os resultados deste estudo evidenciam tanto o potencial de aproveitamento desses resíduos quanto a viabilidade tecnológica das fibras obtidas para aplicação em hambúrgueres e nuggets plant-based, destacando os diferenciais das formulações desenvolvidas.

Solução proposta 

A pesquisa transforma cascas de cupuaçu e resíduos do extrato de guaraná em fibras funcionais para formulações plant-based, solucionando o baixo aproveitamento desses resíduos e ampliando a oferta de ingredientes amazônicos para o setor.

Vantagem tecnológica

As fibras obtidas têm alta retenção de água e óleo, sabor e odor neutros e baixos teores de compostos antinutricionais. Aplicadas em hambúrgueres e nuggets, permitiram formulações com alto teor de fibras, sem soja, aditivos ou adição direta de gordura, além de abrir caminho para novos ingredientes e subprodutos amazônicos.

Nível de maturidade tecnológica – TRL:  4 — Validação da tecnologia em bancada.

Próximos passos

Avançar para testes em escala piloto, validar estabilidade, segurança microbiológica e aceitação sensorial, otimizar as formulações com fontes proteicas amazônicas e investigar novos usos para os subprodutos gerados no processo, como o gel obtido a partir do resíduo de guaraná. 

Imagens

Figura 1 – Cascas de cupuaçu. A – Casca fresca gerada no processo industrial; B – casca submetida ao processo de amaciamento; C – cascas de cupuaçu trituradas; D – cascas de cupuaçu em pó.
Figura 2 – Nugget elaborado com fibras de cascas de cupuaçu (10%), cru (A) e frito na chapa (B).
Figura 3 – Hambúrguer elaborado com fibra de guaraná e de cascas de cupuaçu (15%), cru (A) e frito na chapa (B).

Autores e filiação

  • Profa. Dra. Luiza Helena Meller da Silva – Universidade Federal do Pará (UFPA).

Projeto desenvolvido no âmbito do Programa de Financiamento à Pesquisa Exploratória com foco nos Biomas Amazônia e Cerrado, com apoio do GFI Brasil.

#Tucumã (Astrocaryum aculeatum), #Proteína vegetal, #Concentrado proteico, #Ingredientes plant-based, #Bioeconomia amazônica

#Cupuaçu, #Semente de cupuaçu, #Extrusão, #Nugget plant-based, #Proteína vegetal

#Pequi, #Cerrado, #Aproveitamento integral, #Carne vegetal, #Clean label

#Baru, #Cerrado, #Extrusão termoplástica, #Proteína vegetal texturizada, #Hambúrguer plant-based.

#Castanha-do-brasil; #Concentrado proteico; #Produtos plant-based

#caroço de cupuaçu; #glúten; #processo de extração simultânea; #cisalhamento a frio; #cozimento sob deformação sustentada