Recurso 29 – Processamento de alimentos, nutrição e segurança
Objetivo central Capacitar o leitor a compreender melhor o papel do processamento de alimentos na nossa alimentação, a fim de fazer escolhas mais conscientes e saudáveis. Objetivos específicos do estudo Desmistificar o processamento de alimentos: Mostrar que o processamento não é necessariamente um vilão, mas uma ferramenta essencial para garantir a segurança dos alimentos, aumentar a disponibilidade de alimentos e atender às necessidades de uma população em crescimento. Educar consumidores: Fornecer informações claras e concisas sobre os diferentes níveis de processamento, os impactos na qualidade nutricional e como fazer escolhas mais informadas. Apresentar os produtos vegetais análogos à carne: Descrever a produção, composição nutricional e benefícios desses produtos, posicionando-os como uma alternativa nutritiva e versátil para aqueles que buscam uma dieta mais equilibrada e consciente. Promover a produção de alimentos mais saudáveis: Apresentar oportunidades para melhorar a qualidade nutricional dos alimentos vegetais análogos por meio da escolha de ingredientes mais nutritivos e do processamento responsável. Principais Pontos Abordados Qualidade Nutricional: O estudo revela a complexidade envolvida na avaliação da qualidade nutricional dos produtos visto que diversas variáveis influenciam a qualidade nutricional dos produtos. Variáveis que Influenciam a Qualidade Nutricional: A qualidade nutricional de um alimento é determinada por uma série de fatores interligados. A composição de macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios) e micronutrientes (vitaminas e minerais), a qualidade dos ingredientes utilizados (perfil de aminoácidos e lipídeos), a quantidade de cada componente na formulação e os métodos de processamento empregados, todos, em conjunto, influenciam diretamente no valor nutricional do alimento. Segurança de Alimentos: Os alimentos análogos à carne são produzidos com ingredientes reconhecidos como seguros e seguem rigorosos regulamentos de segurança de alimentos, garantindo a confiabilidade do produto final.
Recurso 28 – Fact sheet de sustentabilidade
Este factsheet reúne informações relevantes para a compreensão dos desafios e oportunidades que permeiam as questões de sustentabilidade no setor de proteínas alternativas. Os dados estão distribuídos entre 9 seções focadas em desempenho ambiental, mudanças climáticas, segurança alimentar, saúde, produção e consumo, recursos naturais e economia das proteínas alternativas e convencionais.
Recurso 27 – Algas em produtos de proteínas alternativas
Até 2050, a produção global de alimentos deve aumentar entre 70% e 100% em relação aos níveis atuais para suprir a população estimada de quase dez bilhões de pessoas (Tilman et al., 2011; FAO, 2009). A proteína, em particular, é um dos principais nutrientes que podem tornar-se escassos no futuro. Para atender à demanda do consumidor e às projeções globais de requisitos de proteína, são necessárias fontes de proteína alternativas e métodos de fabricação (Neo et al., 2023). Além das proteínas de origem animal, a proteína vegetal pode ser uma boa fonte alternativa de proteína. As algas tornaram-se fontes viáveis de proteína devido a suas características únicas em comparação com os animais (Chew et al., 2017). As algas crescem rápido, consomem baixa quantidade de água, realizam biorremediação e não promovem competição por terra arável para seu cultivo (Bleakley; Hayes, 2017). Diante do desafio global de garantir a segurança alimentar para uma população mundial no futuro, é crucial explorar fontes de proteínas alternativas para suprir a crescente demanda por alimentos. Nesse contexto, o Brasil emerge como um potencial mercado estratégico para o desenvolvimento e a expansão dessas alternativas. O The Good Food Institute (GFI) Brasil reconhece a urgência de investigar e compreender as possibilidades oferecidas pelas algas como uma fonte viável de proteína. As macroalgas e microalgas são consideradas fontes de proteína eficazes e importantes no universo plant-based (Chew et al., 2017). Algumas espécies de macroalgas e microalgas têm níveis de proteína comparáveis aos encontrados em fontes de proteína padrão, como leite, ovos e soja. Além disso, as algas têm melhor produtividade e valor nutricional do que culturas ricas em proteínas que são tradicionais, assim, o uso de algas para a síntese de proteínas tem mais vantagens (Bleakley; Hayes, 2017). Sendo assim, o objetivo deste documento é conduzir um estudo abrangente que não apenas introduza os fundamentos do cultivo, da coleta e da extração de proteínas das algas, mas também explore seu potencial uso na alimentação humana. O estudo também analisará os aspectos nutricionais e tecnológicos das algas como ingredientes alternativos no setor de proteínas e, aspectos relacionados à segurança de alimentos. Além de contribuir para o conhecimento científico sobre o assunto, o estudo também tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de uma cadeia produtiva sustentável em torno das algas como fonte de proteínas alternativas. Portanto, ao fornecer informações sólidas e abrangentes sobre o potencial das algas como fonte de proteínas, o GFI busca catalisar o avanço desse setor emergente, abrindo caminho para novas pesquisas, inovações e discussões no campo da alimentação sustentável e segura.
Recurso 26 – Aspectos nutricionais dos alimentos vegetais
Essa publicação se baseia em dois estudos, realizados entre 2021 e 2023, nos quais foram utilizadas duas abordagens para compreender a qualidade nutricional dos alimentos vegetais análogos à carne vendidos no mercado brasileiro: (i) Informações nutricionais contidas nos rótulos dos produtos (Estudo 1 e Estudo 2) e (ii) Categorização dos produtos de acordo com diferentes indicadores nutricionais: Nutri-Score, NOVA e LUPA (RDC 429/2020 e IN 75/2020 da ANVISA) (Estudo 2). O mercado de alimentos vegetais análogos à carne no Brasil cresceu desde a realização do primeiro estudo em 2021 e novos produtos foram lançados. Além disso, muitos produtos foram reformulados, com foco principalmente na redução de sódio e gordura saturada, para evitar a advertência frontal na embalagem, tornada obrigatória pela RDC 429/2020, em vigor desde 9 de outubro de 2022.
Recurso 25 – O consumidor brasileiro e o mercado plant-based 2024
Realizada graças ao apoio dos nossos parceiros AAK, Incrível!, MrVeggy, NotCo, N.OVO e PlantPlus Foods, este estudo busca aprofundar o conhecimento sobre o consumo dos produtos vegetais análogos aos produtos cárneos de origem animal no Brasil, compreender as nuances do comportamento alimentar que influenciam a população a aderir ou rejeitar esse tipo de produto e obter uma visão geral de como o consumo de alimentos inovadores tem sido tratado nos ambientes digitais. Abaixo, destaco alguns dos principais resultados para você: 26% dos brasileiros consomem carnes vegetais pelo menos uma vez por mês.Quando se trata de alternativas vegetais ao leite e derivados, esse número salta para 48%. 66% se definem como onívoros, enquanto 34% fazem alguma restrição à produtos de origem animal:21% estão reduzindo – sem eliminar – o consumo de carne (flexitarianos)8% são pescetarianos (consomem apenas pescados)5% se declaram veganos ou vegetarianos 36% dos brasileiros reduziram o consumo de carne vermelha nos últimos 12 meses.Saúde (38%) e custo elevado (35%) foram as principais motivações, seguidao por melhorias na digestão (30%), redução do colesterol (25%) e perda de peso (22%) Em casa, 81% das mulheres são responsáveis pela escolha do cardápio, 82% pela cozinha e 81% pelas compras. Entre os homens, esses números são menores: 56%, 50% e 69%, respectivamente. 52% consideram a ideia de carnes vegetais análogas boa ou muito boa, mas apenas 18% já experimentaram esses produtos. Esses insights são apenas uma amostra do que você encontrará na pesquisa completa. As conclusões, acompanhadas das análises dos nossos especialistas, orientam o desenvolvimento de produtos que atendam às expectativas dos consumidores em termos de preço, qualidade sensorial e valor nutricional. Por isso, te convidamos a fazer a leitura na íntegra.
Recurso 23 – Guia para startups
Você quer começar uma empresa de proteínas alternativas? Parabéns! Você está prestes a embarcar em uma jornada emocionante. Nem sempre será fácil, mas o GFI te oferece suporte nesse caminho. Já ajudamos empresas como Fazenda Futuro e N.ovo, desde seus estágios iniciais até onde estão hoje, e podemos ajudar você também. Este guia foi criado para ajudá-lo a entender as etapas envolvidas na criação de uma empresa de proteínas alternativas e é o primeiro recurso de inicialização projetado especificamente para a indústria de alimentos. Esperamos que seja útil para você, não apenas por fornecer informações sobre temas dos quais você já deve ter ouvido falar antes, mas também por mostrar etapas que você talvez não tenha considerado ainda. Cada unidade contém links para outros recursos, para que você possa mergulhar profundamente nos tópicos que considera mais relevantes. O Guia para Startups é apenas um dos recursos que o GFI oferece a empreendedores. Se você deseja se conectar ao restante da nossa rede de apoio a empreendedores, envie um e-mail para gfibr@gfi.org que entraremos em contato. Aviso O objetivo deste manual é fornecer informações gerais sobre diversos aspectos do setor de proteínas alternativas para startups e empreendedores. Embora discuta algumas estratégias de negócios e questões jurídico-financeiras, o Guia não deve ser tomado como aconselhamento jurídico ou tributário. Você não deve basear nenhuma decisão apenas nas informações fornecidas aqui. Ao invés disso, recomendamos que procure aconselhamento jurídico, contadores e outros profissionais que possam discutir os fatos e circunstâncias de suas necessidades comerciais específicas. Em particular, sugerimos que esses profissionais especializados sejam identificados o mais cedo possível, levando em conta disponibilidade, acessibilidade e, especialmente, conhecimento e reputação nos temas de competência. O The Good Food Institute Brasil se isenta expressamente de toda e qualquer responsabilidade com relação a quaisquer ações tomadas, ou não, com base em algum conteúdo deste guia.
Recurso 21 – Estudo de proteínas vegetais nacionais
Visando identificar os maiores desafios para o desenvolvimento de produtos vegetais análogos aos produtos animais com a qualidade, preço e as características sensoriais buscadas pelos consumidores, o GFI Brasil realizou uma pesquisa com profissionais das indústrias de ingredientes e de processamento de produtos vegetais. De acordo com a pesquisa “Oportunidades e Desafios na Produção de Produtos Vegetais e de Origem Animal”, 84% dos entrevistados disseram ser prioritário desenvolver novas fontes de proteínas vegetais nacionais. Assim, para acelerar o desenvolvimento e a aplicação de novas fontes de proteínas vegetais produzidas nacionalmente, o GFI Brasil encomendou um estudo com foco em Proteínas Vegetais Nacionais. O estudo foi realizado por pesquisadores e professores da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). O objetivo principal foi mapear matérias-primas vegetais cultivadas no Brasil, que tenham potencial para fornecer ingredientes proteicos para indústria de alimentos vegetais análogos, bem como, identificar as matérias-primas e resíduos vegetais de melhor desempenho tecnológico e econômico para aplicação em alimentos vegetais análogos. Esperamos que este estudo em proteínas vegetais nacionais seja uma referência sobre o potencial de 18 fontes de proteína para produção de novos ingredientes pelas indústrias, contribuindo assim para o desenvolvimento de novos ingredientes e produtos e para o crescimento do mercado de alimentos vegetais análogos.
Recurso 20 – Garantindo a segurança da carne cultivada
Nos últimos anos, a tecnologia de agricultura celular emergiu como uma alternativa para solucionar muitos problemas do sistema alimentar. A combinação bem-sucedida de conhecimentos de áreas como biotecnologia, engenharia de tecidos e biologia molecular permite a produção de produtos alimentícios usando cultura de células, como a carne cultivada. À medida que a tecnologia avança, também avança o desafio para as autoridades regulatórias. As agências regulatórias devem obter informações técnico-científicas confiáveis para basear sua autorização regulatória de diferentes produtos em um ambiente cujos avanços tecnológicos são disruptivos, variados e, muitas vezes, protegidos dentro das empresas. Ao mesmo tempo, empreendedores e cientistas precisam de diretrizes mais precisas para conduzir o desenvolvimento de seus produtos de forma adequada e rápida. Nesse cenário, uma questão fundamental para a regulamentação e o desenvolvimento tecnológico diz respeito à segurança alimentar dos produtos de carne cultivada. Atestar a segurança alimentar é um pré-requisito para a comercialização do produto e a primeira preocupação das agências regulatórias. Assim, após sugestão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Good Food Institute (GFI) Brasil, em colaboração com a Universidade de Campinas (UNICAMP), desenvolveu o presente estudo. Este estudo teve como objetivo estabelecer um Plano de Segurança Alimentar para um produto de carne cultivada alvo e contribuir para a avaliação dos aspectos de segurança da produção de carne cultivada, empregando a abordagem de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP). A análise de perigos foi realizada de acordo com as diretrizes da FAO (1998), FDA (2022) e Codex Alimentarius (CAC, 2020). Por meio de reuniões interativas, a equipe de estudo desenvolveu um plano HACCP para o hambúrguer de carne cultivada. Além do fluxograma do processo e das planilhas utilizadas, também apresentamos as prioridades de pesquisa identificadas durante o estudo. Por fim, esperamos que as informações aqui apresentadas possam fornecer a base para futuros estudos de segurança alimentar, indicando alguns passos para garantir a segurança alimentar de produtos alimentícios de cultura de células e auxiliando todas as partes interessadas em garantir a produção segura de carne cultivada.
Recurso 19 – Plano de ensino para disciplinas em proteínas alterntivas
A temática de proteínas alternativas tem avançado intensamente na indústria e na mídia, mas ainda é um campo incipiente na academia. Existem muitos gargalos técnicos relacionados a novos insumos, tecnologias e escalonamento de processos para a obtenção de produtos à base de proteínas alternativas. Por isso, esse campo se beneficiaria amplamente com mais direcionamento para pesquisas acadêmicas e capacitação de profissionais para atuar na área. O fortalecimento da tecnologia de proteínas alternativas é um plano multidisciplinar. Dessa forma, precisamos, cada vez mais, do talento de profissionais qualificados de diversas áreas para superar tais desafios técnicos, à medida que buscamos explorar o enorme potencial desse campo para transformar o sistema de produção de alimentos tradicional em um modelo mais sustentável e eficiente. Dessa forma, o Good Food Institute Brasil – GFI elaborou o Plano de Ensino para Disciplinas em Proteínas Alternativas – Modelo Conceitual, direcionado para programas de graduação e pós-graduação em áreas relacionadas à produção de alimentos. O objetivo do Modelo Conceitual é orientar professores interessados quanto ao conteúdo mínimo necessário para formar profissionais com compreensão e senso crítico sobre os desafios científicos, sociopolíticos e ambientais dessa nova cadeia de produção de alimentos. Além disso, esse plano de ensino visa nortear o aprendizado sobre proteínas alternativas ministrados pelo corpo docente das Universidades e Instituições de Ensino em todo Brasil e contribuir para a formação de profissionais capacitados para a atuação na área. Os módulos e temas abordados podem ser implementados em disciplinas de curta ou longa duração, completa ou parcialmente, dependendo do curso de graduação ou de pós-graduação e objetivos da disciplina.
Recurso 18 – O consumidor brasileiro e o mercado plant-based 2022
O GFI Brasil acredita que o desenvolvimento do setor de proteínas alternativas se dará de forma acelerada, porém, é preciso estarmos alinhados quanto aos anseios dos consumidores. Por isso, buscamos produzir e compilar informações que ajudem o setor privado, público e a academia a compreenderem o cenário atual de proteínas alternativas e a responderem os principais desafios relativos ao comportamento do consumidor. Esta publicação tem como objetivo analisar quem é esse consumidor, como ele se alimenta, onde faz suas compras e com que frequência consome alternativas vegetais análogas (plant-based), bem como entender questões mais detalhadas e centrais para o setor de proteínas vegetais, como as motivações para se reduzir o consumo de carne, locais onde é preferível consumir alternativas vegetais, percepções sobre alimentos ultraprocessados e os impactos ambientais da produção de carne. A partir dessas informações, foram feitas análises sobre como impactar o consumidor de forma mais efetiva e os possíveis direcionamentos para o futuro da indústria e o mercado de produtos vegetais. Boa leitura!